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Atletas do Paulistão A2 carecem de lapidação na base

Por ARIOVALDO IZAC

Campinas, SP, 24 (AFI) – Exceto Corinthians e Palmeiras, que decidem o título paulista na quinta-feira, demais clubes do Estado se preparam às competições nacionais das diferentes divisões, e por isso a maioria mira nos protagonistas desta semifinal do Paulista da Série A2, que buscam vagas de acesso ao Paulistão de 2026.

Logo, vários clubes estão de olho em eventuais atletas que possam reforçá-los, mas cabe uma observação indispensável: parte significativa deles não teve participação em categorias de base qualificadas, e observa-se que alguns – embora tenham chamado atenção – ainda precisam ser lapidados no profissional.

Nos tempos que o saudoso lateral-esquerdo Santos e o atacante Tuta comandavam juvenil e juniores da Ponte Preta, o atleta chegava quase pronto ao profissional.

O mesmo se aplicava ao Guarani quando Adaílton Ladeira treinava os juniores, e o ex-zagueiro Cidinho o juvenil, na década de 70.

MARINHO, DO TAUBATÉ

Um exemplo típico de jogador sem o devido acabamento na base é o chamado segundo volante Marinho, do Taubaté.

Em termos de ocupação de espaço no campo, corre tanto como corria Toninho Cerezo, mas em condições técnicas infinitamente inferiores.

E por que isso?

Tivesse Marinho professores na base como os citados, evitaria tentativa de condução e perda de bola, ao tentar se livrar de mais que um adversário.

Com Cidinho, aprenderia que após o desarme – fundamento que Marinho bem aplica – a cabeça já deveria estar erguida para o passe, incontinenti.
OS FUNDAMENTOS

Sobre passe, o atleta também comete erros que poderiam ser corrigidos se tivesse treinamento específico para cálculo da força a ser colocada na bola, de acordo com a distância.

Como o atleta é magro, 1,68m de altura, exploraria melhor a invejável intensidade física.

Um jogador como o volante Marinho, coordenado pelo saudoso treinador Zé Duarte, teria ganho considerável no condicionamento técnico, pois ele tinha uma especialidade ímpar para trabalhar com jogadores que precisavam ser lapidados.

Zé Duarte melhorava o reflexo do atleta para, após o desarme, já vislumbrar colocações de companheiros, coisa que hoje a maioria dos treinadores ignora.

Quando dos recuos exagerados e desnecessários de bola, como ocorrem atualmente, Zé Duarte gritava ‘bola pra frente’.

Ângelo Luis: grande campanha no Anápolis.
Foto: Vinícius Canuto – Anápolis

ÂNGELO LUIZ É BOM TÉCNICO

Com citações feitas sobre treinadores, comecem a observar o trabalho de Ângelo Luiz, que comanda o Anápolis.

Além da experiência como atleta, quando atuava como centroavante, foi preparador físico, o que facilita perfeita radiografia do condicionamento dos atletas neste quesito.

Assim, sem badalação, Ângelo Luiz levou o Anápolis à disputa do título goiano, após eliminar Atlético Goianiense na semifinal, e abrir vantagem de dois gols contra o Vila Nova na grande final.

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